Da próxima vez que você vir uma mulher reclamando de frio no trabalho, pense duas vezes antes de dizer qualquer coisa.

Em um estudo publicado nesta segunda-feira, cientistas da Universidade de Maastricht relatam que a temperatura do ar condicionado da maioria dos escritórios é definida com base em uma fórmula caduca, que usa taxas metabólicas de… homens.

Por isso, as mulheres, que têm o corpo menor e uma taxa metabólica mais lenta, passam tanto frio no trabalho.

Como revela o estudo, a maior parte dos termostatos em edifícios calcula a temperatura ideal com base em uma equação desenvolvida nos anos 1960, cujas principais variáveis são a temperatura externa, o traje masculino de trabalho, a velocidade do ar e a taxa metabólica de um homem de quarenta anos.

Naquela época, talvez isso fizesse sentido… Mas hoje, quando as mulheres já representam metade da força de trabalho, a fórmula superestima a quantidade de calor que elas podem gerar em cerca de 35%.

A conclusão dos pesquisadores é que os edifícios comerciais deveriam reduzir a discriminação de gênero em seu conforto térmico, até porque aumentar um pouquinho a temperatura pode ajudar a poupar o meio ambiente, pois diminui o gasto de energia.

O estudo foi publicado no periódico Nature Climate Change.

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