SÃO PAULO – Depois de dizer, em agosto, que quer ser o “presidente do povo brasileiro”, primeira declaração francamente favorável à própria candidatura presidencial, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) deu mais um passo nesta segunda-feira em direção à disputa pelo Palácio do Planalto. O PSDB de São Paulo lançou um site em que o governador é apresentado ao público, em meio a um apelo por apoio e doações: “A doação para o partido é liberada e sem burocracia quando acontece fora do período eleitoral. Faça parte desta corrente pra que o PSDB escolha Geraldo candidato a presidente”, diz o texto.

Em perfil que narra a carreira política iniciada na cidade natal do tucano, Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, a vida de Alckmin é rapidamente contada a partir da eleição a vereador, a passagem pela Prefeitura como “o mais jovem prefeito da cidade” e os quatro mandatos como governador de São Paulo.

Em um dos links do site, que leva o internauta à página dedicada a combater notícias falsas (fake news), um texto se dedica a explicar que “Alckmin não é o “Santo” na lista da Odebrecht”, enquanto outro afirma que “Alckmin não ordenou investigação em casa de filho do Lula”, numa referência à ação policial que, mais tarde, resultou no afastamento do delegado responsável pela operação de busca e apreensão da casa do filho do ex-presidente.
Brasília – O PSDB faz na manhã deste sábado, em Brasília, sua convenção nacional que vai eleger o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para o comando da sigla. Os discursos dos principais dirigentes do partido devem começar a partir das 11h. O lema do evento é “Unidos por um Brasil que precisa mudar”.

Enquanto militantes ainda chegam ao evento, nas primeiras fileiras do auditório já estão garantidos os lugares para o atual presidente licenciado da sigla, senador Aécio Neves (MG), os ex-ministros do governo Michel Temer Antonio Imbassahy (que deixou a Secretaria de Governo nesta sexta-feira, 8) e Bruno Araújo (ex-Cidades). Dos que continuam no governo, Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) tem seu espaço reservado, mas Luislinda Valois (Direitos Humanos) estava sem lugar até a publicação desta matéria.

Alckmin assume o partido com a preocupação de apresentar um discurso capaz de lhe credenciar como candidato do centro político na disputa presidencial de 2018. O governador de São Paulo vai se oferecer como um contraponto à possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dirá que o petista “será condenado nas urnas pela maior recessão da nossa história”.

As urnas o condenarão pelos 15 milhões de empregos perdidos, pelas milhares de lojas fechadas, sonhos desfeitos e negócios falidos. As urnas o condenarão pela frustração dos projetos de milhões de famílias levadas ao desespero, por ter sucateado o SUS e atentado contra a saúde de todos os brasileiros”, diz trecho do discurso que o tucano preparou para a convenção nacional da sigla, em Brasília.

O evento que marcará a posse de Alckmin na presidência do PSDB também será um lançamento informal da segunda candidatura dele a presidente da República – na primeira disputa, em 2006, foi derrotado por Lula no segundo turno. Lula lidera as pesquisas de intenção de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Pela programação, devem discursar representantes da ala sindical, juventude, feminina, diversidade, prefeitos e parlamentares tucanos que se inscreverem para falar, os líderes do partido no Congresso Nacional, deputado Ricardo Tripoli (SP) e senador Paulo Bauer (SC), o presidente em exercício Alberto Goldman e, por último, Alckmin.

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